Capítulo 5 - Day
Estou na frente do Hospital da cidade, disfarçado.
Uso uma blusa listrada e pintei meu cabelo de preto com um Spray de tinta, não quero que me reconheçam antes mesmo de eu entrar no laboratório onde ficam os remédios.
Começo a caminhar em direção as portas principais, fingindo que machuquei meu pé, afinal, por que viria em um hospital sem estar machucado?
Quando chego ao meu destino, vejo três policiais pela sala de espera, dois cadentes estão perto da escada e um homem mais velho, que parece ser comandante, está no balcão de atendimento. Chego perto de um dos cadentes e me apoio em seu ombro, fingindo fazer uma careta de dor, e pergunto:
-Senhor, onde é o banheiro?
-Fica logo depois daquela porta.
-Obrigado.
Entro no banheiro e coloco um casaco com capuz preto, agora vai ser fácil invadir o laboratório, já que consegui pegar o crachá de liberação do cadente sem que ele tenha percebido. A invasão vai começar.
Saio do banheiro e começo a correr o mais rápido que posso em direção as escadas, quando passo pelo cadente cujo me apoiei ele se assusta e fala com o comandante algo que não consigo entender. Tenho que chegar ao laboratório logo.Já subi até o primeiro andar, onde há uma placa que diz "Atendimentos Gerais". Começo a subir os degraus novamente e chego ao segundo andar: "Pronto-Socorro". Quando chego ao terceiro andar leio "Laboratório - Acesso Restrito", é aqui.
Pego o crachá e coloco em um aparelho embutido na parede, então a porta se abre e revela diversas pessoas trabalhando com microscópios e outros objetos. Os cientistas e médicos se assustam e olham em minha direção.
-Nós não podemos fazer isso. - diz uma mulher alta e loira no fundo da sala.
-Eu estou mandando!
-Nós não temos os remédios. Estão esgotados! Acabou!
A esse ponto os policiais já devem estar atrás de mim, então preciso fugir. Preciso sair daqui antes que eles cheguem, mesmo sem os remédios.
Pego uma arma brilhante em uma mesa e começo a correr em direção a uma janela na parede do laboratório, vou pular, essa é minha opção.
Enquanto corro, seguro o meu cordão, que meu pai me deu quando era criança e digo baixinho: "Tomara que dê certo". Chego na janela e abro ela, me apoio no parapeito e pulo.
Eu caio no chão e rolo mais ou menos um metro para a frente. Na minha frente visualizo um beco sem saída, mesmo sem um lugar para poder correr , posso escalar o prédio, assim não vão me encontrar.
No exato momento em que me levanto para começar a correr, vejo o comandante da sala de espera no final do beco. Rapidamente pego a minha arma e atiro, ela dispara uma espécie de luz branca que acerta o ombro do comandante, o mesmo cai no chão e chama por ajuda para que me peguem. Saio em disparada em direção ao prédio e começo a escala-lo.
***
Bem, pinguins, esse foi o episódio de hoje! Comente se você gostou e responda a pergunta: "Você acha que Day vai conseguir os remédios de alguma outra forma? E o que acha que vai acontecer com Metias?
